Campanhas com repasses milionários e poucos votos levam vereador a cobrar investigação no Amazonas
Candidaturas que receberam recursos milionários e terminaram as eleições com baixa votação passaram a ser alvo de questionamentos no Amazonas. Em vídeo publicado nas redes sociais, o vereador Marcelo Serafim cobrou investigação sobre a aplicação do dinheiro destinado a essas campanhas. Sem citar nomes, ele alegou desvio de recursos do fundo eleitoral, mas não apresentou provas.
Dois casos ilustram a diferença entre os valores recebidos e o desempenho nas urnas. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Viviane Lima recebeu R$ 2.554.800 para a campanha de deputada federal e conquistou 2.889 votos. Do total recebido, R$ 2,39 milhões vieram do Republicanos e R$ 164,8 mil da campanha de Silas Câmara.
Caila Carim, que também disputou uma vaga na Câmara dos Deputados, recebeu R$ 2,25 milhões do MDB e obteve 1.726 votos. Nenhuma das duas foi eleita. Juntas, as candidaturas receberam R$ 4,8 milhões e somaram 4.615 votos.
Na manifestação, Marcelo Serafim afirmou que o PSB não recebeu recursos do fundo eleitoral e, ainda assim, teve candidaturas com votações próximas de três mil. O vereador usou essa comparação para questionar os repasses a campanhas com desempenho semelhante ou inferior.
A cobrança de investigação exige, porém, distinguir resultado eleitoral de aplicação dos recursos. Uma campanha com muito dinheiro e poucos votos não comprova, por si só, desvio ou fraude. A apuração de eventuais irregularidades depende da análise das receitas, das despesas e dos documentos que comprovem a destinação dos valores.
Os resultados também colocam em discussão a capacidade de transformar exposição pública e presença nas redes sociais em votos. O volume de recursos e a popularidade de uma candidatura podem ampliar seu alcance, mas não asseguram a escolha do eleitor.
No vídeo, Fábio Melo comenta os repasses milionários, o desempenho nas urnas e o pedido de investigação feito pelo vereador. Assista.
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Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação
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