Conselheiro do TCE cobra agilidade na investigação de supostos desvios na Seduc, pede prisões e critica últimos gestores

Durante reunião do pleno, Ari Moutinho Júnior pediu análise de contratos e voltou a criticar a gestão Wilson Lima
O conselheiro Ari Moutinho Júnior voltou a cobrar que o Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) acelere as investigações sobre supostos desvios na Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar (Seduc). Durante reunião do pleno, pediu a análise dos contratos da pasta e a responsabilização de antigos gestores, aos quais atribuiu prejuízos à formação das crianças amazonenses.
“Temos que avaliar contrato por contrato”, declarou. Moutinho também defendeu a recuperação de recursos públicos e cobrou a prisão de envolvidos nos supostos desvios.
Sem citar nominalmente o ex-governador Wilson Lima, o conselheiro voltou a fazer referência à sua gestão ao criticar as administrações estaduais dos últimos oito anos. As acusações se estenderam à saúde, à segurança e às obras públicas.
Ao tratar da educação, chamou os últimos secretários de “ladrões do futuro das crianças amazonenses” e questionou a responsabilidade deles pelas condições das escolas e pelas dificuldades de aprendizagem dos estudantes. Não identificou nominalmente os ex-titulares da pasta.
Moutinho afirmou que o Amazonas chegou ao último lugar no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), sem especificar o ano ou a etapa de ensino. Também relatou falta de merenda na capital e no interior e disse ter encontrado condições inadequadas, sem ar-condicionado, na escola onde votou, no bairro Nova Esperança, em Manaus.
A cobrança alcançou o próprio tribunal. O conselheiro propôs uma “meia culpa de todos nós do Tribunal de Contas” e afirmou que ainda aguardava informações do auditor Mário Filho sobre uma denúncia apresentada anteriormente. Não informou o número do processo.
“Eu quero, senhora presidente, pedir, solicitar, se necessário for, implorar para que esse Tribunal de Contas avance e avance muito rápido”, afirmou.
Na saúde, criticou organizações sociais responsáveis pela gestão de serviços e as filas de atendimento. Na segurança, mencionou operações envolvendo a secretaria estadual e alegou relações com o crime organizado. Também questionou gastos em uma estrutura de obras que chamou de “Secretaria do Vento”, sem identificar formalmente o órgão ou detalhar os contratos.
O conselheiro relacionou as críticas ao resultado das eleições, que interpretou como uma reação dos eleitores às últimas administrações. Propôs uma moção aos senadores Eduardo Braga e Plínio Valério pelas vitórias e manifestou satisfação com a passagem de Omar Aziz e Maria do Carmo ao segundo turno.
Ao encerrar, pediu uma revisão da aplicação de recursos nas principais áreas do Estado, com recuperação de valores e responsabilização dos envolvidos. As declarações foram feitas em pronunciamento no pleno e não constituem decisão do tribunal sobre as acusações.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Divulgação




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