18/08/2026

“Não sei se é um ladrão”: Vereador reclama de assessores sem identificação e filmagens no plenário

         

Vereador demonstrou incômodo com pessoas circulando atrás dos parlamentares e pediu maior controle sobre o acesso de assessores durante as sessões da Câmara de Manaus

Uma reclamação sobre a circulação de assessores no plenário provocou uma discussão inusitada durante a sessão desta segunda-feira (17) na Câmara Municipal de Manaus (CMM). O vereador Allan Campelo (Podemos) disse estar incomodado com pessoas que permanecem atrás dos parlamentares, algumas sem identificação, fazendo fotos e filmagens enquanto os vereadores utilizam celulares ou analisam documentos.

Campelo pediu à Mesa Diretora e aos parlamentares mais antigos da Casa uma definição mais rígida sobre quantos assessores podem permanecer no plenário durante as sessões.

“Às vezes eu me sinto incomodado. Eu estou no telefone aqui, posso estar falando com a minha família, posso estar lendo algum documento que chegou da minha assessoria jurídica e, quando eu vejo, tem alguém aqui atrás me filmando”, afirmou.

Segundo o vereador, a preocupação também envolve informações pessoais, documentos de trabalho e denúncias que podem estar na tela dos celulares ou sobre as mesas dos parlamentares.

“Tem coisas que são sigilosas de cada vereador. Aqui, o que está na minha mesa diz respeito a mim, à minha pessoa, à minha família. Tem coisa do trabalho também”, disse.

Campelo classificou a situação como “um absurdo” e afirmou temer que informações sejam registradas ou divulgadas antes mesmo de serem tornadas públicas pelos próprios vereadores.

“Daqui a pouco a gente está conversando alguma coisa no WhatsApp ou com um documento que recebeu, uma denúncia, e os portais ficam sabendo antes da gente noticiar”, declarou.

Como alternativa, o parlamentar sugeriu limitar a presença a um assessor por vereador dentro do plenário, permitindo a substituição ao longo da sessão.

O trecho mais inusitado da manifestação ocorreu quando Campelo reclamou da presença de pessoas sem credencial e questionou a falta de identificação de quem circula próximo às bancadas.

“Estou vendo que a coisa está meio bagunçada, inclusive assessores sem credencial, que eu não sei se é um ladrão que está aqui atrás, um cara que entrou aí para fazer alguma coisa errada, porque não tem credencial, é um indigente”, afirmou.

O vereador Professor Samuel, que presidia os trabalhos naquele momento, reconheceu que eventuais falhas na organização e identificação deverão ser verificadas administrativamente pela Câmara.

“Se está acontecendo alguma falha, a gente pode verificar. É uma questão administrativa, que a segurança vai tomar conhecimento e, se tiver alguma falha, o negócio é corrigir”, respondeu.

Professor Samuel explicou ainda que a quantidade de assessores com acesso ao plenário pode ser discutida e alterada em reunião de líderes.

“Os líderes decidem se mantém dois, se diminui para um, ou se põe três, ou se põe quatro. Se houver falha, a segurança vai resolver”, afirmou, antes de encerrar o debate e determinar o prosseguimento da sessão.

 

Fonte: Fatos Marcantes

Foto: Divulgação  

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