24/06/2026

Da riqueza à banca de frutas: Renato relembra falência do pai e recomeço da família na feira

         

O prefeito de Manaus, Renato Júnior, relembrou o período em que a família viveu uma fase de riqueza, impulsionada pelos negócios do pai no setor de hortifrutigranjeiros, antes de perder tudo e recomeçar vendendo frutas na Feira da Manaus Moderna.

Segundo Renato, o pai chegou a comandar o Sacolão da Economia e o Varejão da Economia, além de manter box no Ceasa, carretas frigoríficas e caminhões usados no abastecimento de feiras em Manaus. A família também tinha carros considerados de luxo para a época, como Omega CD e Monza.

A mudança de realidade, segundo o prefeito, ocorreu após dificuldades nos negócios, traição de pessoas próximas e o impacto da inflação no país. Renato afirmou que o pai confiou em pessoas erradas e acabou falindo.

“Ele comprou carreta frigorífica, comprou caminhões e começou a crescer no ramo do hortifrutigranjeiro, até que, confiando em pessoas erradas, ele foi traído não somente por alguém muito próximo a ele, como também pelas circunstâncias do momento, uma inflação gigantesca que o Brasil atravessava”, afirmou.

Renato contou que tinha entre 11 e 12 anos quando a família passou pela queda financeira. Segundo ele, o pai enfrentou uma depressão profunda após perder o patrimônio e voltou a trabalhar em uma banca de frutas.

“Papai passou por uma depressão muito profunda e se viu sem nada e foi pra dentro da feira. Com 12 anos de idade, eu e minha mãe e ele”, relembrou.

O prefeito relatou que, sem carro, a família passou a chegar à feira por volta de duas e meia da manhã, de carona com um ex-funcionário chamado Valdivino. Na nova rotina, o pai vendia as frutas, a mãe organizava as sacolas e Renato ajudava na banca, carregando caixas e entregando mercadorias a clientes na Balsa do Peixe e na Balsa do Boizão.

“Eu carregava as caixas, entregava pros clientes na Balsa do Peixe, na Balsa do Boizão. Muitas caixas que eu não podia carregar, me tremia, balançava, porque eu não era acostumado. Imagina um garoto que não tinha carregado nem sacola de supermercado, agora carregando caixa”, contou.

Durante o relato, Renato também lembrou os bordões que usava para atrair clientes na feira e disse que a experiência ajudou a formar sua comunicação e sua forma de lidar com disputas.

“Fui criado no meio disso”, afirmou.

Renato disse ainda que a família conseguiu se recuperar financeiramente ao longo dos anos, embora sem voltar ao mesmo patamar anterior. Ele contou que o pai morreu quando ele tinha 22 anos, período em que a família já havia conseguido se reorganizar.

O relato foi feito durante entrevista ao podcast Pod Mais Amazonas, conduzido pelo ex-prefeito de Manaus David Almeida e exibido nesta terça-feira (23/6). A entrevista completa está disponível no site do Fatos Marcantes.

veja a entrevista na íntegra :

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