08/07/2026

Reunião entre Lula e Trump na Casa Branca debate tarifas, comércio e segurança entre Brasil e EUA

         

Encontro em Washington ocorreu após meses de tensão comercial entre os dois países e reuniu ministros das duas nações

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu nesta quinta-feira (7), na Casa Branca, em Washington, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. O encontro durou cerca de três horas e foi seguido de almoço com integrantes dos governos brasileiro e norte-americano.

Inicialmente, havia previsão de pronunciamento conjunto à imprensa no Salão Oval, mas a agenda foi alterada. Lula deve falar com jornalistas ainda nesta tarde na embaixada brasileira na capital dos Estados Unidos.

Em publicação nas redes sociais, Trump afirmou que a reunião tratou de diversos assuntos relacionados ao comércio bilateral e às tarifas aplicadas entre os dois países.

“A reunião foi muito produtiva. Nossos representantes têm reuniões agendadas para discutir alguns pontos-chave. Outras reuniões serão agendadas nos próximos meses, conforme necessário”, escreveu o presidente norte-americano.

Segundo o governo brasileiro, a reunião abordou temas como comércio exterior, combate ao crime organizado, minerais críticos e cooperação internacional.

No mês passado, Brasil e Estados Unidos anunciaram um acordo de cooperação voltado ao combate ao tráfico internacional de armas e drogas. A parceria prevê troca de informações sobre apreensões realizadas nos sistemas aduaneiros dos dois países.

A comitiva brasileira contou com a presença dos ministros Mauro Vieira, Wellington César, Dario Durigan, Márcio Elias Rosa e Alexandre Silveira, além do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues.

O encontro ocorre em meio a disputas comerciais iniciadas em 2025, quando o governo norte-americano retomou tarifas sobre aço e alumínio importados, atingindo diretamente exportações brasileiras.

Nos últimos meses, os Estados Unidos reduziram parte das medidas tarifárias adotadas anteriormente, mas setores como aço e alumínio continuam sujeitos a taxas elevadas.

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