18/07/2026

Pesquisa aponta até 30% do eleitorado fora da polarização, mas terceira via não avança na disputa presidencial

         

Levantamento BTG/Nexus divulgado nesta segunda-feira (27) mostra espaço para alternativa, mas falta de nomes competitivos mantém cenário travado

A pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (27) aponta que cerca de 30% do eleitorado brasileiro se posiciona fora da polarização tradicional entre os principais nomes da disputa presidencial, indicando espaço potencial para uma terceira via nas eleições de 2026.

De acordo com o levantamento, 22% dos entrevistados se declaram não polarizados, enquanto outros 8% afirmam rejeitar tanto o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) quanto o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Além disso, há um grupo adicional de 13% que, embora incline voto para candidatos mais fortes, demonstra resistência ou insatisfação com essas opções.

Apesar desse contingente expressivo, a pesquisa indica que esse espaço ainda não se traduz em crescimento consistente de candidaturas alternativas. Segundo análise de especialistas, o cenário permanece condicionado à força dos polos tradicionais.

“O raciocínio comum do eleitor é que, se eu rejeito uma opção, acabo escolhendo outra mais viável, porque não vejo chance real em um terceiro nome”, explicou o cientista político Leonardo Barreto, da consultoria Think Policy.

O estudo também traça o perfil predominante do eleitor não polarizado: mulheres, moradores da região Sudeste, com idade entre 25 e 40 anos, ensino médio completo e renda entre dois e cinco salários mínimos.

Nas simulações testadas, nomes como Ronaldo Caiado (PSD), Romeu Zema (Novo) e Renan Santos (Missão) não conseguem captar de forma significativa esse eleitorado. Em cenários de segundo turno sem essas alternativas, a maioria dos eleitores desse grupo tende a migrar para candidaturas já consolidadas, principalmente dentro do campo opositor ao governo.

O levantamento conclui que, embora exista demanda por uma alternativa fora da polarização, a ausência de candidaturas com capilaridade nacional e competitividade eleitoral impede, até o momento, o avanço de uma terceira via no cenário político.

Com informações da Carta Capital

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