18/07/2026

Lula cita “reciprocidade” após ordem dos EUA para saída de delegado ligado ao caso Ramagem

         

Governo brasileiro cobra esclarecimentos sobre medida envolvendo policial que atuava em cooperação internacional

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o Brasil pode adotar medidas de reciprocidade após o governo dos Estados Unidos determinar a saída de um delegado da Polícia Federal que atuava no país. A declaração foi feita nesta terça-feira (21), durante agenda oficial em Hannover, na Alemanha.

“Se houve um abuso com relação ao nosso policial, nós vamos fazer a reciprocidade”, disse o presidente, acrescentando que o Brasil não aceitará “ingerência ou abuso de autoridade” por parte de autoridades americanas.

O caso envolve um delegado brasileiro que participava de uma missão de cooperação internacional nos Estados Unidos e que esteve ligado à prisão do ex-deputado Alexandre Ramagem. A decisão de solicitar sua saída foi divulgada por autoridades americanas, que alegaram irregularidades na atuação do agente, sem detalhar oficialmente o caso.

O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou que o governo aguarda esclarecimentos. “Essa notícia não tem fundamento. Estamos aguardando informações das autoridades americanas”, declarou. Segundo ele, o delegado atuava em parceria com órgãos locais e sua função era de conhecimento das autoridades dos dois países.

O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, informou que o policial está nos Estados Unidos há mais de dois anos em atividade oficial. Já o presidente em exercício, Geraldo Alckmin, também mencionou a possibilidade de reciprocidade, mas defendeu cautela. “Vamos aguardar os desdobramentos”, afirmou.

De acordo com o governo norte-americano, a medida foi adotada após a suspeita de que o agente teria tentado contornar procedimentos formais de extradição. A identidade do delegado foi posteriormente confirmada como sendo Marcelo Ivo de Carvalho, que atuava em Miami em cooperação com autoridades de imigração dos Estados Unidos.

O policial foi designado para a missão em 2023, com prazo inicial de dois anos, posteriormente prorrogado até agosto de 2026. Entre suas atribuições estava a identificação e a captura de foragidos da Justiça brasileira em território americano.

O Itamaraty informou que acompanha o caso, mas não comentou oficialmente a decisão. A Polícia Federal também não havia sido comunicada formalmente sobre a medida até a última atualização do caso.

 

 

 

Nenhum comentário

    Deixe um comentário

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

    Fatos Marcantes
    Visão Geral de Privacidade

    Este site usa cookies para que possamos oferecer a melhor experiência de usuário possível. As informações de cookies são armazenadas em seu navegador e executam funções como reconhecê-lo quando você retorna ao nosso site e ajudar nossa equipe a entender quais seções do site você considera mais interessantes e úteis.