Reabertura do Estreito de Ormuz durante cessar-fogo alivia mercado global e derruba preço do petróleo

Anúncio do chanceler Abbas Araghchi libera passagem de navios até o fim da trégua e atende a demanda dos Estados Unidos
O Irã anunciou nesta sexta-feira (17) a reabertura total do Estreito de Ormuz para o tráfego de embarcações comerciais durante o período de cessar-fogo com os Estados Unidos e aliados no Oriente Médio.
A liberação permite a circulação livre de navios até a próxima quarta-feira (22), prazo previsto para o fim da trégua. A decisão foi confirmada pelo ministro das Relações Exteriores do país, Abbas Araghchi.
“De acordo com o cessar-fogo no Líbano, a passagem para todos os navios comerciais pelo Estreito de Ormuz está completamente aberta durante o período restante da trégua”, declarou.
O movimento é considerado um dos primeiros sinais concretos de desescalada do conflito e atende a uma das principais reivindicações dos Estados Unidos nas negociações diplomáticas.
Desde o início da atual crise no Oriente Médio, no fim de fevereiro, o Irã havia fechado a passagem, considerada estratégica por ser a principal rota marítima de saída do Golfo Pérsico. Pelo estreito, transitam cerca de 20% a 30% de todo o petróleo e gás consumidos no mundo.
A reabertura teve impacto imediato no mercado internacional. Os preços do petróleo registraram queda superior a 9%, com o barril do tipo Brent recuando para US$ 90,69 e o WTI para US$ 85,33. No mercado financeiro, o dólar apresentou desvalorização, enquanto índices acionários voltaram a operar em alta.
Nos bastidores do conflito, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a sinalizar otimismo em relação ao desfecho da guerra e indicou a possibilidade de diálogo entre lideranças da região.
Segundo ele, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente do Líbano, Josef Aoun, poderão participar de reuniões diplomáticas em Washington.
O cessar-fogo entre Israel e Líbano entrou em vigor nesta sexta-feira, mas já enfrenta questionamentos. O grupo Hezbollah acusou violações do acordo e afirmou que monitora a situação.
Localizado entre o Irã e países como Omã e Emirados Árabes Unidos, o Estreito de Ormuz é uma das rotas marítimas mais estratégicas do mundo, conectando o Golfo Pérsico ao Oceano Índico e sendo peça-chave para o fluxo global de energia.
A reabertura da passagem é vista como um passo relevante dentro do processo de negociação, embora a continuidade da trégua ainda dependa do cumprimento dos termos estabelecidos pelas partes envolvidas.




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