18/07/2026

Semana Nacional da Conciliação realiza mais de 4 mil audiências no Amazonas em processos contra grandes litigantes

         

O Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM) realizou 4.077 audiências durante a 20ª Semana Nacional da Conciliação, entre os dias 3 e 7 de novembro, em Manaus. O mutirão ocorreu no Centro Judiciário de Soluções de Conflitos e Cidadania (Cejusc-Cível), no Fórum Henoch Reis, e reuniu principalmente processos envolvendo consumidores e grandes empresas — como operadoras de telefonia, bancos, companhias aéreas e concessionárias de água e energia.

Coordenado pela Corregedoria-Geral de Justiça do Amazonas, o trabalho buscou atender uma das maiores demandas da população: conflitos entre consumidores e empresas que figuram entre os maiores litigantes do Estado.

Segundo o juiz-corregedor auxiliar Roberto Santos Taketomi, o mutirão foi planejado para dar vazão a processos que representam grande parte das ações que chegam ao Judiciário. “A mobilização resultou em mais de 4 mil audiências, com alta participação de consumidores e das empresas demandadas”, destacou.

A coordenadora do Cejusc-Cível, Geórgia Negreiros, explicou que a ação foi preparada durante meses. No ano passado, o centro realizou cerca de 1.500 audiências na Semana da Conciliação; este ano, o número quase triplicou. Ao todo, 47 servidores atuaram como conciliadores, além de estudantes de Direito da Fametro, Esbam e Uninorte.

Participaram do mutirão empresas como Amazonas Energia, Águas de Manaus, Vivo, Claro, Latam, Azul, além de bancos como Bradesco, Banco do Brasil, PAN, BMG e BIB. Também foram incluídos processos de comarcas do interior do Estado.

Dois magistrados — Alexandre Henrique Novaes e Cássio André Borges — participaram presencialmente de audiências ao longo da mobilização.

Caso emblemático: idoso de 91 anos encerra processo com acordo

Entre as centenas de atendimentos, chamou atenção a participação do senhor Maurício Ramos dos Santos, de 91 anos, que teve o processo concluído com um acordo homologado em audiência. A ação tratava de descontos indevidos realizados por uma instituição bancária, e as partes chegaram a um consenso durante a sessão.

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