18/07/2026

Para Comandante Dan é urgente a aplicação de um plano emergencial de segurança pública ao Amazonas

         

Após a segunda noite consecutiva de desordem civil no bairro da Compensa, Zona Oeste de Manaus, o deputado estadual Comandante Dan voltou a defender a adoção de um plano emergencial para a segurança pública do Estado. Os atos foram ocasionados pela operação policial na cidade do Rio de Janeiro, quando cinco membros amazonenses da facção criminosa Comando Vermelho (CV) foram mortos. O parlamentar defende a tese da adoção de um plano emergencial desde maio de 2023:

“O enfrentamento dos membros da facção às forças de segurança, a barricada na Av. Brasil e uma série de outras manifestações criminosas não podem ser vistas como atos corriqueiros. Isso é uma espécie de medição de forças. Elas sinalizam a necessidade de ações imediatas e continuadas. E o que é pior, temos a mania de achar que o Amazonas todo está em Manaus, é uma miopia de planejamento. Acreditamos que tudo de relevante acontece em Manaus, mas não funciona assim. Agora mesmo, neste outubro, uma operação policial prendeu 11 pessoas em Tefé, por envolvimento em ações do chamado tribunal do crime. Onze pessoas por tribunal do crime, numa cidade de menos de 100 mil habitantes. Isso é o indício de uma presença ostensiva de facções criminosas na área e de governança criminal”.

Durante o recesso parlamentar de julho de 2025, o deputado Dan percorreu em caravana fluvial a calha do Solimões, de Tabatinga, a 1.110 km da capital amazonense, até Manacapuru, na Região Metropolitana de Manaus. Segundo ele, a presença e o domínio criminal no interior é tão ou mais expressivo que na capital, consideradas a proporcionalidade populacional. Contudo, o parlamentar afirma que nas cidades do interior a violência não vira ocorrência, até porque ela não é evidenciada e praticada a partir de crimes mais evidentes, como o homicídio. Ele considera que há uma “cifra negra” enorme, termo que e refere à quantidade de crimes que não são registrados oficialmente, resultando em uma diferença entre a criminalidade real e as estatísticas oficiais:

“Saiam às ruas em Manaus, vão às paradas de ônibus e perguntem se alguém se sente seguro. Vejo as autoridades comemorarem a queda dos números da violência no Amazonas, quais sejam os registros formais de ocorrências criminosas. Mas isso não pode nos iludir. O Estado do Rio não aparecia, nas estatísticas nacionais, como um dos primeiros em taxas de mortes violentas intencionais (MVIs) do país, sempre superado por estados do Norte e do Nordeste. Mas a população carioca sentia o oposto. Conversei com professores universitários residentes na capital fluminense que me disseram que a tensão nos últimos 24 meses se tornou insuportável. Ouvi coisas do tipo ‘andar com celular no Rio virou sinônimo de quero perder’ e ‘aumento significativo de furtos em motos em qualquer lugar, qualquer motoqueiro é suspeito’, e as estatísticas não mostravam isso”.

A primeira vez que deputado Comandante Dan propôs ao Executivo Estadual um plano emergencial para conter a crise e a escalada de violência no Amazonas foi no início de maio de 2023. Naquela época, o deputado repercutiu a morte do jovem Washington Souza, que voltava de um show na Arena da Amazônia, baleado no Bairro da União, em Manaus, após se recusar a obedecer a uma ordem de narcotraficantes e a abaixar a janela do carro. A ocorrência era apenas uma das muitas registradas naquele período. Ele chegou a tramitar requerimentos indicativos ao Governo do Estado e ao Ministério da Segurança Pública, propondo a medida.

Um plano emergencial de segurança é um conjunto de procedimentos e diretrizes estabelecidos para lidar com situações de crise ou desastres que representem um risco significativo à ordem pública, à segurança da população ou ao patrimônio público. A principal função do plano é permitir uma resposta rápida e eficiente em momentos de escalada de violência, crises humanitárias, desastres naturais de grande magnitude, ou qualquer outra ocorrência que fuja à normalidade e exija ações coordenadas imediatas das diferentes esferas de governo. Para o parlamentar, há situações de sobra, comprovadas por estudos e pesquisas, ligadas ao avanço das facções criminosas transnacionais, que justificam a adoção do plano emergencial.

Segundo o Comandante Dan, são componentes chave do plano:
1. Identificação e Avaliação de Riscos;
2. Definição de Competências e Responsabilidades;
3. Protocolos de Ação Imediata;
4. Alocação de Recursos;
5. Plano de Comunicação;
6. Cadeia de Comando Unificada;
7. Previsão de Simulações e Treinamentos, e;
8. Mecanismos de Monitoramento e Avaliação.

Em outubro de 2023, o deputado encaminhou ao Governador do Amazonas e ao então Secretário de Segurança, bem como ao então Ministro da Justiça e Segurança Pública, o documento “Memória Justificativa para Acionamento de Providências Emergenciais”, sugerindo a adoração do plano emergencial e oferendo propostas de implantação.

 

Fonte: Ascom Deputado Dan Câmara   

Foto: Divulgação  

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