Valdemar admite planejamento de golpe, mas nega crime por falta de execução

O presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, afirmou no último sábado (13), em evento no interior de São Paulo, que houve planejamento para um golpe de Estado no Brasil, mas que, por não ter sido executado, não configuraria crime.
Segundo Valdemar, a legislação penal exige a execução ou tentativa do ato para que haja responsabilização. “Houve um planejamento de golpe, mas nunca teve o golpe efetivamente. No Brasil, a lei diz o seguinte: se você planejar um assassinato, planejou tudo, mas não fez nada, não tentou, não é crime. O golpe não foi crime”, declarou. Ele ainda minimizou os atos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília, chamando os participantes de “pessoas com pedaço de pau” e “um bando de pé de chinelo”.
A fala ocorre poucos dias após o Supremo Tribunal Federal condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros sete réus por tentativa de golpe de Estado e organização criminosa, no julgamento que analisou os desdobramentos da crise pós-eleitoral de 2022.
Diante da repercussão, Valdemar recuou e afirmou que suas palavras foram mal interpretadas. O dirigente disse que usou a expressão “planejamento” de forma equivocada e que nunca presenciou discussões sobre golpe no Palácio do Planalto. Também declarou que não há indícios de que Bolsonaro tenha participado de qualquer articulação nesse sentido.
A declaração e o posterior recuo geraram críticas no meio político, já que a fala inicial foi interpretada como uma admissão de que existiram movimentações preparatórias para a tentativa de ruptura institucional, ainda que não tenham avançado. O episódio reacendeu o debate sobre a gravidade dos atos de janeiro de 2023 e a responsabilidade dos principais aliados do ex-presidente.
Fonte: Fatos Marcantes
Foto: Valter Campanato




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