Lula inaugura centro policial e lança Norte Conectado em Manaus; encerra dia com críticas a Bolsonaro e Eduardo
Pela manhã, inaugurou o novo Centro de Cooperação Policial Internacional da Amazônia, no bairro Dom Pedro. A estrutura reunirá forças policiais dos nove estados da Amazônia Legal e de nove países vizinhos para combater o narcotráfico, o tráfico de pessoas, a exploração ilegal e crimes ambientais. Para reforçar a segurança, dois helicópteros sobrevoaram a região durante todo o evento.
Lula foi recebido pelo senador Omar Aziz, pelo prefeito David Almeida e pelo vice-governador Tadeu de Souza. O governador Wilson Lima estava com agenda no interior e não compareceu. O governador de Roraima, Antonio Denarium, destacou a relevância do centro para toda a região amazônica.
A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, também estava presente e, segundo relatos, houve tensão: ela e Omar Aziz teriam ficado um tempo em lados opostos do salão, e Aziz chegou a sair do local por alguns discursos.
Logo depois, o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, proferiu um discurso de mais de 30 minutos defendendo a legalização da cocaína e da maconha — citando o fentanil nos EUA como exemplo das falhas das políticas atuais — o que causou constrangimento em um evento dedicado à cooperação policial. Lula, por sua vez, foi breve: disse que faria um discurso “curto e incisivo” por entender que todos estavam com fome, leu o roteiro sem improvisar e deixou o palco rapidamente.
À tarde, Lula participou do lançamento das obras da Infovia 04, parte do programa Norte Conectado. Ao lado do ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, assinou o início do projeto que instalará cabos de fibra óptica subaquáticos entre Amazonas e Roraima — beneficiará escolas, hospitais, universidades e órgãos públicos e deverá atender cerca de 460 mil pessoas com internet de alta velocidade.
À noite, o presidente seguiu para um evento na Universidade Federal do Amazonas (UFAM), onde se reuniu com prefeitos, estudantes e autoridades ambientais, incluindo Marina Silva. Na ocasião, Lula voltou a criticar o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmando que ele “não é inocente” e que teria enviado seu filho, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), aos Estados Unidos para “pedir que Trump taxe o Brasil”.
Segundo Lula, Bolsonaro “tentou dar um golpe de Estado” e arquitetou planos para assassinar autoridades como o presidente, o vice, e o ministro Alexandre de Moraes. Ele também criticou que, em vez de se defenderem, os acusados pelo golpe estariam pedindo anistia, apesar de não terem sido condenados. Essas declarações coincidiram com o pedido do ministro Alexandre de Moraes no STF para a condenação dos envolvidos nessa trama.  
Nenhum comentário