18/07/2026

Comandante Dan declara que as barbáries do interior são fruto da desestrutura da segurança

         

No retorno das plenárias legislativas estaduais, nesta terça-feira (5), o deputado estadual Comandante Dan (Podemos) repercutiu os fato acontecidos nas cidades de Santo Antônio do Içá e Tonantins. Na primeira cidade, a 1.500 km da capital, uma indígena da etnia Kokama foi estuprada por meses na delegacia, onde cumpria pena com o filho recém nascido. Em Tonantins, a 161 km de Manaus, um suspeito de feminicídio foi linchado e queimado vivo em frente à delegacia da cidade. O parlamentar considera que a tragédia foi fruto da desestrutura da segurança pública do local.

“Em ambas as cidades, há uma desestrutura total para a segurança pública. Só para se ter uma ideia, em Tonantins, havia 2 policiais militares. Temos alertado que as delegacias do interior se transformaram em bombas relógios, insistentemente. Disparamos requerimentos indicativos a todas as esferas de poder sobre o assunto. Temos também um projeto de lei em tramitação que proíbe a permanência de presos custodiados nas delegacias. Infelizmente, recebemos várias respostas, até do Ministério da Justiça, menos do Governo Estadual”, declarou o parlamentar.

O Projeto de Lei (PL) nº 329/2025, de autoria do deputado Comandante Dan, visa proibir a manutenção de presos em delegacias, buscando acabar com a prática de custodiar detentos em locais inadequados para essa finalidade. O projeto visa corrigir uma distorção institucional que transforma delegacias em centros de detenção, mesmo sem a estrutura adequada.

Segundo o deputado, a presença dos custodiados em delegacias fere frontalmente a Lei Orgânica das Polícias Civis, no artigo 40, além de colocar os policiais, os detentos e a população em perigo.

Comandante Dan citou que em Anamã, distante de Manaus a 161 km, não há, nem delegacia, nem quartel da polícia. Ambos funcionam em casas de madeira, alugadas, sem condições de sediar qualquer atividade de segurança. O parlamentar esteve no município recentemente, durante caravana de 21 dias à calha do Rio Solimões.

 

Fonte: Ascom Dan Camara

Foto: Divulgação  

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